Além das praias, baías
e natureza riquíssima, Noronha
também reserva outras surpresas
para os turistas. São 500
anos de história, que tornam
o Arquipélago, além
de um Patrimônio Natural,
um verdadeiro Patrimônio Histórico
que merece ser visitado e, sobretudo,
preservado.
O Arquipélago de Fernando
de Noronha surgiu há pelo
menos 12 milhões de anos
através de várias
erupções vulcânicas,
ocorridas no fundo do mar. Sua ocupação
é quase tão antiga
quanto à do continente.
Foi
descoberta em 1503, por Américo
Vespúcio, participante da
II expedição de exploração
à costa brasileira, comandada
por Gonçalo Coelho e financiada
por um fidalgo português,
Fernão de Loronha, de quem
o arquipélago herdou o nome.
O Arquipélago foi doado em
forma de Capitania Hereditária
a Fernão de Loronha, que
curiosamente não tomou posse
de suas terras além mar.
Por este motivo foi ocupada por
outros povos entre os quais citamos:
holandeses, franceses e ingleses.
Somente em meados de 1700 foi dado
a incumbência à Capitania
de Pernambuco de povoar e expulsar
os invasores da ilha.
Em 1737 passou a ser utilizada como
presídio, permanecendo como
tal e sob domínio de Pernambuco
até 1938. Nesta data a ilha
foi requisitada pelo Ministério
da Justiça e foi implantado
um presídio político.
Em 1943 foi criado o Território
Federal de Fernando de Noronha,
que passou a ser administrado pelas
Forças armadas: Exército
(1943 a 1981); Aeronáutica
(1981 a 1986); EMFA (1986 a 1987)
e MINTER (1987 a 1988).
Em outubro de 1988 o Arquipélago
foi novamente re-anexado ao Estado
de Pernambuco, por força
da atual Constituição
Federal. Também neste ano
foi criado através de decreto
Lei da Presidência da República,
o Parque Nacional Marinho.
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